Estudo: genéricos ganham cerca de 65% da quota às marcas

25/02/14

Edificio IPAM Porto ffeddUm estudo do IPAM – The Marketing School prevê que as marcas de medicamentos que venham a enfrentar a concorrência do genérico sofram uma perda média de 65% de quota de mercado em unidades, nos primeiros 12 meses de comercialização do seu genérico.


O estudo "Medicamentos de Marca vs Medicamentos Genéricos (MG)", conduzido por Alberto Castro, mediu o impacto da entrada dos medicamentos genéricos e estabeleceu um modelo preditivo de comportamento para outras marcas que venham a enfrentar o mesmo tipo de concorrência nos próximos três anos.


Neste âmbito, realizou-se uma abordagem ao mercado farmacêutico português no período compreendido entre 2000 e 2012. Conclui-se que, ao longo destes 12 anos, os medicamentos genéricos aumentaram a sua quota de mercado, em valor, para 15,7%.


Na globalidade das marcas, o estudo refere que, no período temporal em análise, existiu uma afetação média de 40,6% na quota de mercado em unidades das marcas de medicamentos que viram entrar o genérico nos últimos dois anos. Quanto ao volume de unidades vendidas, os medicamentos de marca resistiram à entrada dos genéricos até 2007. Em 2011, baixaram a barreira dos 200 milhões de embalagens vendidas/ano. Já em 2012, os genéricos superaram a barreira das 50 milhões de embalagens vendidas/ano em Portugal.


Cinco anos após a entrada dos genéricos respetivos, as cinco marcas de medicamentos de maior volume de negócios na passagem do século registaram perdas nas vendas que oscilam entre os 28,1% (Nimed) e os 77,7% (Losec). O comportamento é distinto no caso das cinco marcas com maior volume de unidades vendidas, na medida em que, cinco anos após a comercialização dos genéricos, três delas registaram um aumento das vendas: Ben-u-ron (31,6%), Lorenin (15%) e Aspirina (2,1%).


Quanto às companhias farmacêuticas portuguesas, a Bial assume-se como líder de mercado, passando de uma faturação de 60 milhões de euros em 2000 para perto de 90 milhões de euros em 2012. A Genéris, farmacêutica especializada na comercialização de genéricos lançada em 2001, tornou-se na segunda maior empresa nacional do setor, com mais de 44 milhões de euros de volume de negócios em 2012.

 

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