De acordo com o estudo, cerca de 23 % dos profissionais de saúde considera que a obesidade resulta de más escolhas da pessoa, 15 % que é uma doença temporária devido a uma multiplicidade de fatores, 14 % que se trata de um processo reversível causado pelas circunstâncias envolventes (como, por exemplo, um baixo nível socioeconómico ou a falta de espaços verdes) e 9 % que se deve a um mau estado de saúde geral.
A situação explica o facto de os profissionais de saúde só falarem proativamente sobre a obesidade com metade dos seus pacientes com sinais ou risco de serem obesos. Depois da conversa, 41 % destas pessoas acreditam que são as responsáveis pelo seu problema, a mesma percentagem entende que se trata de uma doença e 49 % têm consciência de que correm um maior risco de sofrer de outras patologias.
O trabalho da rede OPEN estima que o histórico clínico de 57 % dos pacientes não apresenta a doença como crónica.
A sondagem mostra ainda que dois terços dos profissionais são de opinião que os cuidados não são bem organizados. Dos 89,5 % que sabem que existem orientações clínicas, apenas 47 % as consultaram e 28 % consideraram-nas inadequadas.
Por outro lado, mais de 70 % dos mesmos atribuem à falta de tempo e de recursos humanos a ausência de cuidados adequados da obesidade.


