As estatísticas divulgadas pelo CIAV revelam que das 27.04934 chamadas recebidas, 34,3 % das chamadas estavam relacionadas com crianças, sendo que a maioria delas (61,9 %) tinha menos de 5 anos de idade.
Dos mais de 27 mil contatos recebidos, a grande maioria (94,1 %) estava relacionada com a exposição a pelo menos uma substância tóxica. As chamadas restantes (5,9 %) abordaram questões diversas, desde solicitações de informações sobre toxicologia até a emissão de pareceres técnicos.
De acordo com o INEM, em mais da metade dos casos (51,52 %), os sintomas já estavam presentes no momento do contato com o CIAV. No entanto, graças ao aconselhamento fornecido, 44,7 % das situações foram controladas no local, evitando o recurso a uma Unidade de Saúde.
As estatísticas também destacam a variedade de circunstâncias que levaram à exposição a substâncias tóxicas. Enquanto mais de 10 mil casos reportaram uma exposição intencional, ocorrendo principalmente em adultos do sexo feminino entre 20 e 49 anos, aproximadamente 20 % dos incidentes foram atribuídos ao “erro terapêutico”, traduzido por dose incorreta, via de administração incorreta, administração à pessoa errada ou administração do fármaco errado, que afetou principalmente pessoas com mais de 70 anos. Quanto à faixa etária entre o 1 e os 4 anos de idade, os registos demostram que a grande maioria das exposições foram acidentais.
O CIAV é o único centro de intoxicações existente em Portugal, disponível através do número telefónico gratuito 800 250 250, 24 horas por dia, todos os dias do ano.
Fonte: SNS


