Farmacêuticos residentes exigem mais diálogo, mais formação e mais apoio

03/06/24
Farmacêuticos residentes exigem mais diálogo, mais formação e mais apoio

A Associação Portuguesa dos Farmacêuticos Residentes (APFR) realizou junto dos seus associados um Inquérito de Satisfação com o objetivo de compreender de que forma estavam a reagir os farmacêuticos que deram início ao seu processo de especialização.

No documento final, refere-se que a “Residência Farmacêutica representa um importante passo na luta pela diferenciação e valorização do papel do farmacêutico no SNS”, sendo fundamental que “os farmacêuticos tenham uma formação sólida, com as valências técnicocientíficas e práticas bem desenvolvidas e em número suficiente para que seja possível o exercício autónomo e tecnicamente diferenciado” da profissão.

Tendo-se registado uma taxa global de resposta de cerca de 48 %, distribuída pelas especialidades de Análises Clínicas, Farmácia Hospitalar e Genética Humana, com idades maioritariamente compreendidas entre os 25 e os 39 anos, e a trabalharem em regiões do Norte e do Centro, conclui-se que as principais preocupações e dificuldades que estes profissionais atravessam no serviço onde exercem as suas funções, pretendem-se com os seguintes fatores:
• A inexistência de um período definido de estudo autónomo;
• A inexistência de reuniões periódicas de serviço de caráter técnico-científico;
• A falta de apoio financeiro e/ou logístico que possibilite a realização de atividades científicas.

Um outro aspeto referido no Inquérito de Satisfação da APFR, e que os farmacêuticos consideram desadequado, tem a ver com a “falta de conhecimento sobre o processo de avaliação”, o que leva a uma “discrepância formativa entre os diferentes estabelecimentos”.

Da mesma forma, os farmacêuticos residentes consideram que existe “falta de partilha de informação entre instituições” e chamam ainda a atenção para a “inexistência de mecanismos de notificação de incidentes”.

Partilhar

Publicações