O bastonário sublinhou a necessidade de aumentar os salários, melhorar as condições de trabalho e reestruturar a carreira dos enfermeiros, salientando que estas questões, embora de foro sindical, afetam diretamente o exercício profissional dos enfermeiros no SNS. “A profissão precisa de facto de medidas urgentes”, afirmou Luís Filipe Barreira, reforçando que os estes profissionais não têm aumentos salariais há cerca de 15 anos, uma situação que considera insustentável.
Outro ponto crucial abordado na reunião foi a contratação de mais 14 mil enfermeiros, conforme o último relatório do governo anterior, que evidenciou a carência de profissionais no país. O bastonário pediu um levantamento urgente das necessidades do SNS e um plano para resolver este défice.
A OE também propôs o fim dos contratos a termo, que, segundo Luís Filipe Barreira, não fazem sentido para necessidades permanentes, e defendeu incentivos à habitação para os enfermeiros, em especial nas regiões de Lisboa, Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, onde as carências são mais acentuadas.
Além disso, foi discutida a necessidade de aproveitar melhor as competências dos enfermeiros nas áreas de saúde materna, obstétrica e no acompanhamento de doentes crónicos, de modo a aliviar a sobrecarga dos médicos. Outro tema levantado foi a antecipação da idade da reforma para a classe, uma questão que está em análise, mas ainda sem conclusões.
“Quer o senhor primeiro-ministro, quer a senhora ministra, estão muito por dentro do dossier da saúde e têm vontade de fazer as alterações que são importantes fazer. Tomou boa nota das propostas e vamos aguardar agora a concretização das mesmas”, concluiu o bastonário.


