Margaret Livingstone, neurocientista da Universidade de Harvard, foi distinguida pelo seu trabalho que revelou como as áreas iniciais do cérebro processam as imagens que vemos, organizando-se em partes especializadas na cor, forma, movimento e profundidade. Segundo a investigadora, “tudo o que percebemos, através de todos os nossos sentidos, são apenas padrões de neurónios [células do sistema nervoso] que disparam no cérebro”, destacando a importância destas áreas para a nossa perceção do mundo.
Por outro lado, Nancy Kanwisher, Doris Tsao e Winrich Freiwald foram premiados pela descoberta de um sistema de áreas cerebrais essenciais para o reconhecimento de rostos. A investigação destes cientistas "permitiu compreender como o cérebro processa as características faciais, desde reconhecimento inicial até à identificação da pessoa, independentemente da sua pose". Além disso, o estudo revelou mecanismos neuronais específicos responsáveis por codificar várias características faciais, ajudando a entender a forma como o cérebro reconhece rostos humanos.
O Prémio António Champalimaud de Visão é atribuído anualmente, alternando entre o reconhecimento de avanços científicos na área da visão, em anos pares, e a distinção de organizações que combatem a cegueira e problemas visuais, em anos ímpares. O júri do prémio é presidido pelo oftalmologista e epidemiologista Alfred Sommer.
Instituído pela Fundação Champalimaud, o prémio tem o nome do empresário português António Champalimaud, que deixou em testamento a criação da fundação e faleceu em 2004, cego e vítima de cancro, uma das doenças investigadas no centro de investigação da instituição.
fonte: Lusa


