Prémio Champalimaud de Visão distingue investigação sobre reconhecimento facial e cor

12/09/24
Prémio Champalimaud de Visão distingue investigação sobre reconhecimento facial e cor

Quatro neurocientistas foram distinguidos com o Prémio António Champalimaud de Visão 2024 pelo seu trabalho pioneiro sobre o reconhecimento facial e a perceção de formas e cores. A Fundação Champalimaud anunciou que os investigadores Margaret Livingstone, Nancy Kanwisher e Doris Tsao (Estados Unidos) e Winrich Freiwald (Alemanha) são os vencedores deste ano, sendo reconhecidos por avanços significativos na neurociência visual. O galardão, considerado o maior prémio na área da visão, tem o valor de um milhão de euros.

Margaret Livingstone, neurocientista da Universidade de Harvard, foi distinguida pelo seu trabalho que revelou como as áreas iniciais do cérebro processam as imagens que vemos, organizando-se em partes especializadas na cor, forma, movimento e profundidade. Segundo a investigadora, “tudo o que percebemos, através de todos os nossos sentidos, são apenas padrões de neurónios [células do sistema nervoso] que disparam no cérebro”, destacando a importância destas áreas para a nossa perceção do mundo.

Por outro lado, Nancy Kanwisher, Doris Tsao e Winrich Freiwald foram premiados pela descoberta de um sistema de áreas cerebrais essenciais para o reconhecimento de rostos. A investigação destes cientistas "permitiu compreender como o cérebro processa as características faciais, desde reconhecimento inicial até à identificação da pessoa, independentemente da sua pose". Além disso, o estudo revelou mecanismos neuronais específicos responsáveis por codificar várias características faciais, ajudando a entender a forma como o cérebro reconhece rostos humanos.

O Prémio António Champalimaud de Visão é atribuído anualmente, alternando entre o reconhecimento de avanços científicos na área da visão, em anos pares, e a distinção de organizações que combatem a cegueira e problemas visuais, em anos ímpares. O júri do prémio é presidido pelo oftalmologista e epidemiologista Alfred Sommer.

Instituído pela Fundação Champalimaud, o prémio tem o nome do empresário português António Champalimaud, que deixou em testamento a criação da fundação e faleceu em 2004, cego e vítima de cancro, uma das doenças investigadas no centro de investigação da instituição.

fonte: Lusa

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