O Ministério da Saúde explica que, ao assumir funções, o novo Governo percebeu que as obras estavam mais atrasadas do que o previsto, o que levou ao adiamento da data de entrada em funcionamento do hospital.
Além dos atrasos na construção, outro obstáculo para a conclusão do projeto é a falta de verbas para a Câmara Municipal de Évora avançar com as expropriações dos terrenos necessários para as acessibilidades ao hospital. O presidente do município, Carlos Pinto de Sá, destaca que a autarquia ainda aguarda a alteração de um protocolo que atribuirá à Câmara as competências para as expropriações, inicialmente previstas para a Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo.
Pinto de Sá sublinha que “Está tudo preparado para avançarmos, incluindo os contactos com os proprietários, mas, formalmente, para fazermos as notificações, precisamos que essa competência nos seja atribuída”. O autarca estimou que serão necessários 10,7 milhões de euros mais IVA para as acessibilidades e 2,2 milhões de euros mais IVA para a rede de abastecimento de água e saneamento.
Com um investimento superior a 200 milhões de euros, o novo hospital terá capacidade para 360 camas em quartos individuais, expansíveis até 487, e 11 blocos operatórios, além de várias outras valências. A conclusão das obras tem sido sucessivamente adiada, com datas iniciais previstas para o final de 2023 ou início de 2024, depois para o final de 2024, e agora para 2026.
Fonte: Lusa


