Equipa de investigação portuguesa desenvolve terapêutica inovadora para a doença de Alzheimer

20/09/24
Equipa de investigação portuguesa desenvolve terapêutica inovadora para a doença de Alzheimer

Uma equipa de investigadores internacionais, liderada por Maria José Diógenes, professora associada e investigadora do Instituto de Farmacologia e Neurociências da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), fez uma descoberta promissora na luta contra a doença de Alzheimer (DA). O estudo, recentemente publicado na revista Molecular Therapy, apresenta um composto inovador com eficácia comprovada e ausência de toxicidade, abrindo novas perspetivas para o tratamento da doença.

A investigação concentrou-se na criação de um composto, designado de TAT-TrkB, capaz de proteger o recetor TrkB da degradação provocada pelo péptido β-amilóide, um dos principais marcadores da DA. O composto demonstrou eficácia em modelos animais, prevenindo sintomas da doença, melhorando o desempenho cognitivo e retardando a sua progressão. Além disso, o estudo revelou que a destruição do recetor TrkB-FL, crucial para a comunicação entre células cerebrais, ocorre nas fases iniciais da doença, agravando-se ao longo do tempo. O composto mostrou não só a capacidade de impedir essa destruição, como também de melhorar a plasticidade sináptica e funções cognitivas.

Segundo Maria José Diógenes, "estes resultados são promissores e abrem portas para novas abordagens terapêuticas que podem vir a ser aplicadas clinicamente". A investigação, que envolveu a colaboração de várias instituições nacionais e internacionais, não encontrou sinais de toxicidade hepática ou renal, sublinhando o potencial do composto como um tratamento seguro e eficaz para a doença de Alzheimer. A descoberta já deu origem a uma patente, destacando a inovação e impacto terapêutico do estudo.

Partilhar

Publicações