A investigação concentrou-se na criação de um composto, designado de TAT-TrkB, capaz de proteger o recetor TrkB da degradação provocada pelo péptido β-amilóide, um dos principais marcadores da DA. O composto demonstrou eficácia em modelos animais, prevenindo sintomas da doença, melhorando o desempenho cognitivo e retardando a sua progressão. Além disso, o estudo revelou que a destruição do recetor TrkB-FL, crucial para a comunicação entre células cerebrais, ocorre nas fases iniciais da doença, agravando-se ao longo do tempo. O composto mostrou não só a capacidade de impedir essa destruição, como também de melhorar a plasticidade sináptica e funções cognitivas.
Segundo Maria José Diógenes, "estes resultados são promissores e abrem portas para novas abordagens terapêuticas que podem vir a ser aplicadas clinicamente". A investigação, que envolveu a colaboração de várias instituições nacionais e internacionais, não encontrou sinais de toxicidade hepática ou renal, sublinhando o potencial do composto como um tratamento seguro e eficaz para a doença de Alzheimer. A descoberta já deu origem a uma patente, destacando a inovação e impacto terapêutico do estudo.


