A paralisação será marcada por uma manifestação de médicos no primeiro dia e por uma concentração dos enfermeiros no segundo, ambas em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa.
Joana Bordalo e Sá, presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), sublinhou que a greve resulta do facto de não ter havido “competência por parte deste Ministério da Saúde, de Ana Paula Martins, em resolver a situação”, destacando que, apesar da marcação do protesto ter sido coincidente, esta greve reflete o descontentamento generalizado na área da saúde. Já José Carlos Martins, presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), reforçou a necessidade de "valorização dos profissionais de saúde" e a importância de todos os sindicatos unirem esforços no futuro.
Entre as principais reivindicações dos enfermeiros estão a revisão da grelha salarial, a criação de “mecanismos de compensação do risco de penosidade inerente à profissão, através da aposentação mais cedo” e a correção de injustiças nas progressões de carreira. Além disso, o SEP pede a contratação de mais profissionais para reforçar os cuidados prestados no SNS.
Do lado dos médicos, Joana Bordalo e Sá afirmou que a falta de respostas da tutela forçou a classe a recorrer à greve, reivindicando não só salários mais justos e melhores condições de trabalho, mas também a defesa de um SNS público e de qualidade. A FNAM exige ainda o regresso às 35 horas semanais, 12 horas de serviço de urgência, a reintegração do internato na carreira médica e a criação de um regime de dedicação exclusiva, opcional e majorada.
Ambos os sindicatos destacaram a necessidade urgente de respostas do Ministério da Saúde para evitar um agravamento da crise no SNS, que tem visto uma crescente saída de profissionais para o setor privado e para o estrangeiro.
Fonte: Lusa


