Médicos e enfermeiros em greve exigem melhores condições e reforço do SNS

24/09/24
Médicos e enfermeiros em greve exigem melhores condições e reforço do SNS

Médicos e enfermeiros iniciam hoje, 24 de setembro, dois dias de greve para exigir melhores condições de trabalho e salariais, bem como um reforço no investimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Embora coincidam na agenda, os protestos que decorrem até à meia noite de quarta-feira, são promovidos de forma independente pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM) e pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

A paralisação será marcada por uma manifestação de médicos no primeiro dia e por uma concentração dos enfermeiros no segundo, ambas em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa.

Joana Bordalo e Sá, presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), sublinhou que a greve resulta do facto de não ter havido “competência por parte deste Ministério da Saúde, de Ana Paula Martins, em resolver a situação”, destacando que, apesar da marcação do protesto ter sido coincidente, esta greve reflete o descontentamento generalizado na área da saúde. Já José Carlos Martins, presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), reforçou a necessidade de "valorização dos profissionais de saúde" e a importância de todos os sindicatos unirem esforços no futuro.

Entre as principais reivindicações dos enfermeiros estão a revisão da grelha salarial, a criação de “mecanismos de compensação do risco de penosidade inerente à profissão, através da aposentação mais cedo” e a correção de injustiças nas progressões de carreira. Além disso, o SEP pede a contratação de mais profissionais para reforçar os cuidados prestados no SNS.

Do lado dos médicos, Joana Bordalo e Sá afirmou que a falta de respostas da tutela forçou a classe a recorrer à greve, reivindicando não só salários mais justos e melhores condições de trabalho, mas também a defesa de um SNS público e de qualidade. A FNAM exige ainda o regresso às 35 horas semanais, 12 horas de serviço de urgência, a reintegração do internato na carreira médica e a criação de um regime de dedicação exclusiva, opcional e majorada.

Ambos os sindicatos destacaram a necessidade urgente de respostas do Ministério da Saúde para evitar um agravamento da crise no SNS, que tem visto uma crescente saída de profissionais para o setor privado e para o estrangeiro.

Fonte: Lusa

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