Entre as doenças da retina mais prevalentes em Portugal, encontram-se a degenerescência macular da idade (DMI) e a retinopatia diabética, que afetam uma grande parte da população. A DMI estima-se que atinja cerca de 355 mil pessoas, com 45 mil novos casos por ano, sendo a principal causa de perda de visão em idosos. Já a retinopatia diabética afeta 1 em cada 3 diabéticos, sendo a principal causa de perda de visão em adultos em idade ativa. Segundo Sandra Tenreiro, investigadora da NOVA Medical School, o desenvolvimento de tratamentos eficazes para as fases iniciais destas doenças é fundamental para evitar a perda irreversível de visão.
Atualmente, há tratamentos disponíveis para algumas fases avançadas, mas são altamente exigentes em termos de recursos humanos e materiais. Apenas uma doença rara hereditária da retina, causada por mutações no gene RPE65, tem atualmente um tratamento genético disponível em Portugal. Contudo, trata-se de uma terapêutica dispendiosa e de difícil replicação para outras doenças raras.
A NOVA Medical School aposta no desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas, com sete grupos de investigação focados em doenças da retina e visão, com um reconhecimento científico internacional. Um dos projetos em destaque visa desenvolver terapias para a fase precoce da DMI, enquanto outro explora mecanismos de regeneração da retina. A participação dos doentes, através da doação de amostras biológicas, é apontada como essencial para o sucesso destas investigações.
O evento de dia 27 também marcará a inauguração da exposição de arte “Olho criativo: visões além do visível”, com obras de artistas como Leonor Carvalho e Zélia Évora, e imagens científicas de estudantes da NOVA Medical School.


