Anualmente, a leucemia mieloide aguda afeta 15 adultos em cada 100 mil, e a sua taxa de sobrevivência global permanece baixa, especialmente entre os doentes com mutações no gene TP53, que enfrentam um prognóstico ainda mais desafiante. O projeto intitulado “Uncovering the immune and stromal microenvironment of TP53-mutated acute myeloid leukemia” tem como objetivo desvendar os mecanismos subjacentes à doença e desenvolver novas terapias para estes doentes.
Maria do Céu Machado, presidente da Fundação AstraZeneca, salienta a importância do apoio à investigação científica, afirmando que “o apoio à investigação científica e os contributos que daí resultam são fundamentais para os doentes e para os profissionais de saúde”. A presidente também destac a continuidade da área da Oncologia como prioridade, permitindo a divulgação da investigação realizada em Portugal sobre novas terapias e técnicas de diagnóstico e prevenção.
Os projetos candidatos ao Prémio FAZ Ciência foram avaliados por uma comissão composta por cinco especialistas em Oncologia, que incluíram figuras reconhecidas como Bruno Silva-Santos, Vice-Diretor do Instituto de Medicina Molecular (iMM Lisboa), e José Carlos Machado, Vice-presidente do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup). Esta edição do prémio contou com um total de 24 candidaturas, refletindo a crescente relevância da investigação em Oncologia em Portugal.


