Vencedor do prémio FAZ Ciência 2024 visa desvendar complexidade da leucemia mieloide aguda

25/09/24
Vencedor do prémio FAZ Ciência 2024 visa desvendar complexidade da leucemia mieloide aguda

A leucemia mieloide aguda, que representa 62 % das mortes por leucemia, é o foco do trabalho premiado com o Prémio FAZ Ciência 2024, uma iniciativa da Fundação AstraZeneca que distingue o melhor projeto de investigação translacional em Oncologia em Portugal. O prémio, que inclui uma bolsa de 35 mil euros, foi atribuído a um estudo liderado por Delfim Duarte, investigador do i3S - Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto, em colaboração com o Instituto Português de Oncologia do Porto Francisco Gentil.

Anualmente, a leucemia mieloide aguda afeta 15 adultos em cada 100 mil, e a sua taxa de sobrevivência global permanece baixa, especialmente entre os doentes com mutações no gene TP53, que enfrentam um prognóstico ainda mais desafiante. O projeto intitulado “Uncovering the immune and stromal microenvironment of TP53-mutated acute myeloid leukemia” tem como objetivo desvendar os mecanismos subjacentes à doença e desenvolver novas terapias para estes doentes.

Maria do Céu Machado, presidente da Fundação AstraZeneca, salienta a importância do apoio à investigação científica, afirmando que “o apoio à investigação científica e os contributos que daí resultam são fundamentais para os doentes e para os profissionais de saúde”. A presidente também destac a continuidade da área da Oncologia como prioridade, permitindo a divulgação da investigação realizada em Portugal sobre novas terapias e técnicas de diagnóstico e prevenção.

Os projetos candidatos ao Prémio FAZ Ciência foram avaliados por uma comissão composta por cinco especialistas em Oncologia, que incluíram figuras reconhecidas como Bruno Silva-Santos, Vice-Diretor do Instituto de Medicina Molecular (iMM Lisboa), e José Carlos Machado, Vice-presidente do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup). Esta edição do prémio contou com um total de 24 candidaturas, refletindo a crescente relevância da investigação em Oncologia em Portugal.

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