Para o dirigente dos psicólogos, o atual Governo tem mostrado abertura ao tema da saúde mental e manteve as promessas de contratação de profissionais feitas no passado, no entanto aponta que o acesso a consultas de psicologia ainda é dificultado pela falta de comparticipações.
Francisco Miranda Rodrigues enfatiza que a abordagem aos problemas de saúde mental exige acompanhamento regular e um tempo de atendimento diferente do habitual nas consultas médicas. Com 100 mil cheques-psicólogo disponíveis para este ano letivo, o bastonário espera que esta medida permita avaliar a eficácia das parcerias com o setor privado e a possibilidade de expansão para outros grupos populacionais.
O dirigente dos psicólogos também elogiou o progresso na sensibilização sobre saúde mental, afirmando que a pandemia ajudou a normalizar a conversa sobre estas questões e a reduzir o estigma. “Hoje, há uma procura muito maior de apoio em saúde mental, e as pessoas falam abertamente sobre o tema”, disse.
Francisco Miranda Rodrigues sublinha ainda a importância de garantir o acesso a técnicos, defendendo que um acesso mais precoce a profissionais pode ajudar a mitigar o estigma. O congresso, que decorre em simultâneo com o 13.º Congresso Ibero-americano de Psicologia, conta com cerca de dois mil participantes e centenas de palestrantes, promovendo um debate ativo sobre os desafios atuais e o papel dos psicólogos.
Fonte: Lusa


