Segundo Casimiro Ramos, presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, o novo CRI irá concentrar-se em especialidades com elevada procura, como oftalmologia, otorrinolaringologia e urologia, permitindo realizar mais cirurgias de forma eficiente. “O objetivo é reduzir os tempos de espera que neste momento existem para cirurgia, o que vai permitir, simultaneamente, atender mais pessoas e fazer mais cirurgias", afirma o responsável.
O CRI de Cirurgia Ambulatória é uma estrutura multidisciplinar que centraliza toda a atividade de cirurgia de ambulatório num único local, garantindo mais qualidade, segurança e eficiência tanto para os utentes como para os profissionais de saúde. Esta concentração de meios e recursos visa " desbloquear tempos e blocos operatórios para a cirurgia convencional, realizar mais cirurgias e reduzir os tempos de espera", sublinha Casimiro Ramos.
Miguel Reis, diretor do CRI-Cir.Amb, destaca que a prioridade "é nivelar os tempos de espera em todas as especialidades" e resolver, no prazo de três meses, os casos de doentes que aguardam mais de 12 meses por uma intervenção. “Estamos a criar uma ‘Via Verde’ da Cirurgia de Ambulatório”, declarou, relativamente a uma “decisão estratégica” que visa assegurar a “melhoria de diversos indicadores (…) com mais segurança para o doente e satisfação para doentes e equipas” de profissionais.
O novo CRI envolve mais de 50 profissionais de várias especialidades cirúrgicas e tem como pilares a integração, uniformização e otimização de todas as etapas do processo cirúrgico, desde a admissão até ao acompanhamento pós-operatório, com a colaboração dos cuidados de saúde primários.
A ULS Médio Tejo, que serve cerca de 169 mil utentes dos concelhos da região, já contratualizou três CRI distintos, nas áreas de Ortopedia, Saúde Mental e, agora, Cirurgia de Ambulatório. Com hospitais em Abrantes, Tomar e Torres Novas, esta unidade procura, com o novo centro, consolidar a sua posição no mapa nacional da Cirurgia de Ambulatório.
Fonte: Lusa


