O estudo, que envolveu 46.000 pessoas, incluindo 2.000 portugueses, aponta que as principais causas de insatisfação são a dificuldade no acesso a consultas, a qualidade dos cuidados prestados e a desconfiança sobre o Sistema Público de Saúde. Quase metade dos inquiridos relatou dificuldades em conseguir atendimento e 55 % afirmam ter recebido, ou conhecer alguém que recebeu, cuidados de saúde inadequados.
O estudo também abordou a saúde mental, revelando que 49 % dos portugueses se sentem solitários, colocando o país na 16.ª posição no ranking da solidão. As gerações mais jovens, embora aparentemente mais felizes, são as que mais relatam esse sentimento, atribuída à falta de tempo para atividades sociais.
Por outro lado, Portugal lidera na perceção positiva sobre o uso da Inteligência Artificial (IA) na saúde. Mais de metade dos inquiridos acredita que, nos próximos 10 anos, os robots farão parte integrante dos procedimentos médicos.
O relatório será debatido numa conferência com a presença de várias entidades e especialistas da área da saúde, com o objetivo de discutir o futuro do SNS e as mudanças necessárias para responder às expectativas dos cidadãos.


