O número de profissionais deverá passar de 149.579 em 2023 para 210.473 em 2030, com destaque para o aumento de médicos, que poderá subir de 31.307 para 44.052, e enfermeiros, cujo número deverá passar de 50.852 para 71.554. Este reforço terá como base o novo Quadro Global de Referência (QGR) do SNS, aprovado recentemente, que permite um aumento até 5 % dos trabalhadores em relação ao final de 2023.
Apesar destas metas, o plano destaca que a escassez de recursos humanos continua a ser um desafio, especialmente devido à mobilidade entre os setores público e privado, principalmente no grupo dos médicos. A ACSS também alerta que o modelo atual de prestação de cuidados contribui para a insatisfação dos profissionais e limita a segurança dos doentes e o acesso aos serviços.
O documento sublinha ainda que, entre 2018 e 2021, se registou um “enorme aumento” no SNS, com mais de 20 mil profissionais de saúde, mas desde 2021, o crescimento tem desacelerado. O plano identifica a necessidade de adotar novas políticas para atrair, reter e reativar profissionais, especialmente devido às vagas de formação médica que estão a ser cada vez menos preenchidas. Em 2023, 18% dos médicos internos não optaram por continuar na especialização, um reflexo das condições de trabalho e dos salários oferecidos.
A ACSS reforça que, embora 80% dos médicos recém-especialistas permaneçam no SNS após a formação, a fuga de talentos para outras oportunidades, dentro e fora do país, é uma preocupação crescente para o futuro dos cuidados de saúde em Portugal.
Fonte: Lusa


