A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, marcou presença no lançamento da obra w classificou o novo Hospital de Todos-os-Santos como uma “conquista assinalável” para os utentes, destacando os benefícios em termos de recursos e tecnologia, assim como a melhoria do acesso e da eficiência no atendimento.
A ministra garante que o novo hospital incorporará modelos avançados de prestação de cuidados, incluindo um foco na ambulatorização, maior suporte domiciliário e uma gestão eficiente das altas dos doentes. Este hospital substituirá várias unidades hospitalares dispersas pela cidade de Lisboa, como os hospitais de São José, Santo António dos Capuchos, Santa Marta, Curry Cabral e Dona Estefânia, além da Maternidade Alfredo da Costa.
O modelo de construção do Hospital Lisboa Oriental será uma parceria público-privada (PPP), mas com uma gestão clínica pública. A ministra destacou que este projeto é um marco estratégico para a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, que finalmente terá um hospital âncora após quase 50 anos de reivindicações.
“Um facto estratégico pela qual esta escola médica sempre lutou e pelo qual também aqui hoje reafirmo o imperativo desta relação entre hospital e escola médica”, salientou Ana Paula Martins, sublinhando que a nova unidade permitirá um crescimento colaborativo com instituições de ensino nacionais e internacionais, posicionando-se entre os melhores hospitais da Europa e do mundo.
A ministra também recordou a longa trajetória que levou à construção do novo hospital, mencionando que o processo se iniciou após o terramoto de 1775 ou, de forma mais otimista, em 1979 ou 2008. Ana Paula Martins reiterou o compromisso do Ministério da Saúde em garantir a sustentabilidade do SNS, mantendo padrões de qualidade e excelência.
“Desafios que o Governo defende como inequívocos e que tudo faremos para colocar o nosso país acima dos valores da média da União Europeia”, concluiu a ministra, reforçando que este projeto é uma obra de longo prazo, “para um mandato ou talvez mesmo para mais”.
Fonte: Lusa


