Universidade de Coimbra desenvolve biossensores para detetar doença de Parkinson

09/10/24
Universidade de Coimbra desenvolve biossensores para detetar doença de Parkinson

Investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) criaram biossensores capazes de diferenciar as estruturas de uma proteína associada à doença de Parkinson, contribuindo para a deteção precoce desta condição neurodegenerativa. O desenvolvimento resulta do projeto OLIGOFIT, que visa novas estratégias de diagnóstico e terapias individualizadas para distúrbios neurodegenerativos.

Um inquérito recente da World Lupus Federation demonstra dados alarmantes sobre a utilização de corticoides, um anti-inflamatório frequentemente prescrito a doentes com lúpus. Segundo o estudo, 91 % dos inquiridos utiliza ou utilizou corticoides de forma habitual, com 75 % a tomarem o medicamento há mais de um ano e 27 % há mais de uma década. Esta situação expõe os doentes a um risco significativamente aumentado de efeitos secundários graves, incluindo diabetes, problemas cardíacos e osteoporose. O receio é sentido na comunidade, com 96 % dos participantes a expressarem preocupação e a sublinharem a necessidade de discutir alternativas terapêuticas com os seus médicos.

“Apesar dos avanços da medicina, o tratamento do lúpus ainda apresenta desafios significativos para os doentes, nomeadamente no que toca aos efeitos secundários da medicação mais comummente utilizada, os anti-inflamatórios. Este inquérito realça a importância de oferecer aos doentes com lúpus outras opções terapêuticas, que minimizem os efeitos secundários e permitam uma melhor qualidade de vida a longo prazo. A informação, o diálogo entre médico e doente e um diagnóstico precoce são essenciais para alcançar este objetivo”, afirma Rita Mendes, presidente da ADL.

Os resultados do inquérito indicam que 60 % dos inquiridos relataram ter experienciado pelo menos um efeito colateral grave relacionado com a medicação, como diabetes, problemas cardíacos e osteoporose. Um dado preocupante é que 43 % dos participantes admitem tomar doses diárias de corticoides superiores à dose de manutenção recomendada, o que aumenta exponencialmente o risco de complicações.

José Alves, diretor da Unidade de Doenças Imunomediadas Sistémicas do Hospital Fernando Fonseca, alerta: “Os corticoides são uma espécie de empréstimo a prazo, em que os juros vão aumentando muito com o tempo. É fundamental que os doentes sejam informados sobre os riscos e benefícios da medicação e que sejam exploradas todas as alternativas terapêuticas disponíveis”.

A necessidade de partilha de informação e de uma abordagem terapêutica mais personalizada é também sublinhada pelo inquérito, que revela que cerca de 39 % dos doentes não se sentem envolvidos nas decisões sobre o seu tratamento. Esta falta de envolvimento pode contribuir para a frustração e para a diminuição da adesão à terapêutica.

Fonte: Lusa

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