Carlos Cortes, bastonário da Ordem dos Médicos, defende que o importante são as capacidades e habilitações dos profissionais, não a sua nacionalidade. “A Ordem dos Médicos tem inscrito um número crescente de médicos de outras nacionalidades e isso obviamente que é importante”, acrescenta.
A mesma fonte divulga que, em 2021, havia 4 360 médicos estrangeiros a exercer em Portugal, número que subiu para 4 503 em 2022. No ano seguinte, registou-se um aumento para 4 730.
De acordo com Carlos Cortes, a OM vê “com muito agrado” a presença de médicos estrangeiros no país, mas sublinhou que têm de ser “médicos diferenciados”, com “as habilitações adequadas”, havendo um conjunto de mecanismos para fazer essa avaliação. Os médicos inscritos necessitam de requerer junto de uma universidade portuguesa o reconhecimento do título académico. “Foram realizados 18 exames de especialidade em 2021 (um reprovado), 32 em 2022 (quatro reprovados), 35 em 2023 (quatro reprovados), e nove até ao momento em 2024 (dois reprovados)”.
Luís Filipe Barreira, bastonário da Ordem dos Enfermeiros, afirma que o número de enfermeiros imigrantes se tem “mantido mais ou menos estável nos últimos anos”. Questionado sobre a importância destes profissionais numa altura em que o Sistema Nacional de Saúde (SNS) regista uma falta destes profissionais, o bastonário refere que o “mais importante” seria haver uma política de recursos humanos para fixar os enfermeiros portugueses. “Formamos dos melhores enfermeiros do mundo” que depois emigram à procura de melhores condições de trabalho, lamenta, recordando que faltam 14 000 enfermeiros no SNS.
De acordo com Carlos Cortes, a OM prepara-se para apresentar uma proposta de atratividade à profissão na Assembleia da República, visando os profissionais de saúde que estão a trabalhar fora do país.
Fonte: Lusa


