“Queremos trazer a área da Reabilitação para a linha da frente dos cuidados de saúde. Não há cuidados de saúde e qualidade de vida sem Reabilitação. Cada vez mais tem de fazer parte das prioridades dos planos de saúde levados a cabo pelo Governo.”
“Em Portugal há confusão entre a Reabilitação a as diferentes valências terapêuticas. Confunde-se Reabilitação e Fisioterapia, confunde-se o papel do médico fisiatra com o papel dos técnicos. Todos fazemos parte da equipa e não pode haver trabalho sem avaliação, diagnóstico e orientação do médico fisiatra”, completa.
O também diretor do Serviço de Medicina Física de Reabilitação do Hospital da Prelada, no Porto, lamenta que a população portuguesa ainda tenha dificuldade em compreender o papel destes profissionais, visto que é uma especialidade com reconhecimento internacional, mas a necessitar de valorização no país.
Renato Nunes enfatiza a necessidade de psicólogos diferenciados em Neuropsicologia e Reabilitação cognitiva, nutricionistas, assistentes sociais e enfermeiros de Reabilitação, lembrando que a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem feito um apelo para que os países invistam nesta especialidade. Apesar de Portugal não ser o único país da Europa que está com este desafio, tem ainda “um longo caminho a fazer”, explica. “A comunidade é muito carenciada em estruturas e em algumas valências como terapia da fala e Neuropsicologia. Os centros de saúde são carenciados a este nível. As clínicas convencionadas são uma resposta, mas muitas vezes a resposta não é rápida, atempada nem diferenciada”.
Fonte: Lusa


