Pela sua proximidade e intervenção na sensibilização da população, podem aumentar o acesso da população elegível aos rastreios e atenuar assimetrias regionais.
“Os farmacêuticos são aliados dos médicos, dos enfermeiros dos técnicos superiores de diagnóstico”, disse Rui Tato Marinho, diretor do Programa Nacional para as Hepatites Virais, rematando que o “conselho de um farmacêutico pode salvar uma vida, particularmente nos rastreios, que visam detetar a doença quando não existem sintomas”.
Ema Paulino, presidente da ANF, sublinha que existe possibilidade para realizar testes rápidos para deteção do VIH/SIDA e das hepatites B e C, aproveitando os profissionais qualificados e instrumentos adequados.
Até “mesmo em situações como o rastreio do cancro colorretal, em que temos um rastreio, teoricamente, de base populacional, as taxas de adesão são muito baixas”, lamenta. Além disso, os ganhos da patologia ser detetada precocemente para o doente e para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), tornará o tratamento “muito mais barato”.
As doenças oncológicas são a segunda causa de mortalidade em Portugal. As estimativas apontam que até 2035, na Europa, a mortalidade por cancro aumente em mais de 24 %.
Fonte: Lusa


