O C.A.R.E., resultante de um protocolo estabelecido com os Ministérios da Saúde e da Solidariedade, do Emprego e da Segurança Social, e que tem como parceiro a Secção de Neonatologia da Sociedade Portuguesa de Pediatria, destina-se "a recém-nascidos prematuros e aos seus pais, que necessitam de uma intervenção especializada, com vista ao desenvolvimento de competências e capacidades que contribuam para a promoção da sua inclusão e cidadania ativas ao longo do desenvolvimento", sublinha Paula Guerra, da Associação XXS, citada em comunicado.
Do projeto fazem parte campanhas de prevenção, divulgação e sensibilização para a prematuridade, ações de formação que favoreçam o desenvolvimento de competências, a melhoria dos espaços para pais nas Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais (UCIN) e o desenvolvimento de projetos-piloto de cuidados especializados centrados no desenvolvimento.
O lançamento terá lugar no Auditório do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, na Amadora, e conta com a presença, entre outras individualidades, de Pedro Mota Soares, ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social e Fernando Leal da Costa, secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde.
Anualmente nascem cerca de 500 mil bebés prematuros na Europa e 14,9 milhões em todo o mndo. A prematuridade é responsável por cerca de 73% da mortalidade neonatal, sendo os recém-nascidos com idade gestacional <a 32 semanas e/ou peso <a 1500g os que apresentam maior risco de morte. Por outro lado, os prematuros sobreviventes têm morbilidades diversas que lhes podem provocar sequelas que comprometem a sua saúde e o seu desenvolvimento a médio e longo prazo, tais como problemas de aprendizagem. Neste sentido, a prematuridade é um elemento alarmante e é imprescindível agir no domínio da prevenção e controlo da morbilidade.
A XXS - Associação Portuguesa de Apoio ao Bebé Prematuro lança no Dia do Pai (19 de março) o projeto C.A.R.E (Cuidados de Apoio a Recém-nascidos Em risco), cujo principal objetivo é prestar cuidados especializados a crianças prematuras e apoiar os seus pais.

