Sabe-se também que no ano passado 88 % das crianças na UE receberam as duas doses da vacina contra o sarampo e apenas a Hungria e Portugal atingiram a cobertura recomendada de 95 % para a proteção populacional contra surtos da doença. Já em relação à hepatite B, a OCDE alerta que a maioria dos países não atingiu a cobertura recomendada de 95 % com três doses da vacina, mas Portugal integrou o grupo de países que ultrapassaram esta meta.
A nível europeu, o relatório Health at a Glance também teve em consideração dados de 2021, concluindo que quase um quarto das mortes (1,26 milhões) na UE foram consideradas evitáveis, das quais 860 mil através de uma prevenção primária eficaz e de outras medidas de Saúde Pública.
Nesse ano, as quatro principais causas de mortalidade evitável estavam relacionadas com COVID-19, cancro do pulmão, doenças cardíacas isquémicas e mortes relacionadas com o álcool, ficando responsáveis por mais de metade (56 %) de todas as mortes evitáveis na UE.
Na EU, apesar de um revés temporário durante a pandemia, a expectativa de vida ao nascer aumentou em mais de quatro anos desde 2000, para atingir 81,5 anos em 2023, e a expectativa de vida quando as pessoas atingem 65 anos nunca foi tão alta, agora ultrapassando 20 anos, salienta o relatório.
Sobre a confiança nos governos para protegerem a população em caso de emergência de saúde em larga escala, o estudo menciona que, nos 19 países da UE com dados disponíveis, mais de metade dos entrevistados expressou confiança na capacidade dos seus governos de protegerem a população no caso de uma emergência de saúde em larga escala.
De acordo com a OCDE, a confiança pública na capacidade de gestão de crises das instituições governamentais foi maior na Finlândia (82 %), Holanda (68 %) e Dinamarca (66 %), mas Portugal está entre os países onde essa confiança é menor (33 %).
“Essas grandes diferenças nos níveis de confiança podem ser atribuídas a vários fatores, incluindo o desempenho histórico na gestão de crises, a força dos sistemas de bem-estar social, a satisfação com os principais serviços públicos, avaliações dos recursos de um país e predisposição cultural para confiar nas instituições em geral”, explica a OCDE.
Em países como Portugal, Eslovénia e Suécia, a remuneração dos médicos caiu ligeiramente em termos reais entre 2012 e 2022, uma vez que a taxa de inflação aumentou mais rapidamente do que os ganhos nominais de rendimento.
Fonte: Lusa


