A Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM) e a Associação Portuguesa de Neurofibromatose (APNF), com o apoio da Associação Bengala Mágica e da Associação de Comunicação de Ciência SciComPt, e de pessoas a título individual, incluindo João Pimpão, mestre em Comunicação de Ciência pela Universidade Nova de Lisboa, com deficiência visual, e João Ferreira, estudante de doutoramento na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT Nova), com mobilidade reduzida, uniram-se para reforçar a necessidade de adaptação e inovação para uma comunicação científica inclusiva e acessível.
A comunicação científica acessível não beneficia apenas pessoas com deficiência ou alguma condição de vulnerabilidade, mas toda a sociedade, uma vez que permite ampliar a compreensão e participação de diferentes públicos.
Dados do Eurostat indicam que cerca de 27 % da população europeia acima dos 16 anos tem uma deficiência ligeira ou grave, o equivalente a um quarto da população. Em Portugal, a taxa é ainda maior, com cerca de 34 % da população a relatar limitações prolongadas (20 % moderadas e 14 % graves), demonstrando a importância de uma comunicação científica acessível para que a mesma possa chegar a uma parcela significativa da população.
Dando continuidade à Estratégia Nacional para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, é possível alcançar uma ciência aberta que promova a igualdade de oportunidades e fomente o desenvolvimento integral da sociedade. A utilização de tecnologias de apoio, recursos digitais, inteligência artificial, realidade virtual, e recursos de texto-para-voz são exemplos de como a acessibilidade pode estar ao alcance de todos.


