Segundo este relatório, no final do ano passado, 665 utentes aguardavam vaga na região Norte, mais 211 face ao período homólogo de 2022. Na Lisboa e Vale do Tejo (LVT), o número era de 689, mais 40 em comparação com 2022, e 150 no Alentejo, uma subida de 63. Na região Centro havia 210 utentes à espera de poder entrar na rede, menos 71, e no Algarve, 90 utentes, menos um.
O maior número de utentes em espera concentrava-se nas unidades de longa duração e manutenção (ULDM) e nas unidades de média duração e reabilitação (UMDR) tal como se tem vindo a verificar nos últimos anos analisados pela ERS. Os dados indicam também que grande parte da população residente em Portugal continental residia a 60 ou menos minutos de um estabelecimento da RNCCI, para os três tipos de unidade de internamento (mais de 90 %). “Não obstante, 20 % da população residia a uma distância superior a 30 minutos de viagem de uma Unidade de Convalencença, 9,6 % de uma UMDR e 6,8 % de uma ULDM”, refere o documento.
Ao analisar a distância percorrida pelos utentes internados em 2023, o estudo constatou que entre 16,7 % e 20,2 %, consoante a tipologia, encontravam-se a mais de 60 minutos de distância da sua morada de residência e entre 50,8 % e 54,2 % a uma distância igual ou inferior a 30 minutos.
O estudo mostra uma tendência de agravamento da mediana do tempo de espera, desde a referenciação até à identificação de vaga nas UMDR em todas as regiões. Nas ULDM verificou-se um agravamento na região do Algarve, Lisboa e Vale do Tejo e Norte, variando entre 73,5 dias no Algarve e 22 dias no Centro. Já a mediana de tempo de espera por uma vaga nas UC variou, em 2023, entre os sete dias na região do Algarve e os 19 em Lisboa e Vale do Tejo.
Quanto aos tempos de espera para acesso a uma equipa de cuidados continuados integrados (ECCI), observou-se uma diminuição em duas das cinco regiões de saúde, destacando-se o Algarve com a menor mediana e a maior diminuição (cerca de 33 % face a 2022).
A resposta em unidades de convalescença aumentou 4,4 %, face a 2022, que se deveu ao aumento das respostas contratadas em Lisboa e Vale do Tejo e no Alentejo. Também se constatou que o número de respostas aumentou, em três das quatro tipologias analisadas, em Lisboa e Vale do Tejo, face a 2022, enquanto no Norte diminuiu em duas tipologias (UMDR e ULDM), não obstante o número de respostas global ter aumentado 4,7 %.
Fonte: Lusa


