A ministra refere tempos difíceis decorrentes de novos desafios e fala da obrigação de serem encontradas soluções para os problemas, sendo um exemplo desses problemas a questão das vagas para Medicina Geral e Familiar. É preciso, disse, trabalhar com todos para encontrar respostas ao facto de os médicos jovens não se quererem fixar no Serviço Nacional de Saúde (SNS). “O tema não pode continuar a ser adiado”, afirma.
Sobre o concurso deste ano, Ana Paula Martins afirma que o concurso não foi propriamente um falhanço e que no ano passado foram ocupadas 32 % das vagas e este ano, na primeira fase, 28%.
“Já assumi que houve um problema com metodologia, que foi alterada, e neste momento estamos em condições de voltar a ter os concursos nacionais e vamos publicar nos próximos dias o mapa com os concursos de segunda vaga”, esclarece.
Sobre as novas regras de contratação, a ministra menciona ser necessário tomar medidas para fixar novos especialistas no SNS, sentindo que podem "ter o seu projeto de vida". A ideia é acrescentar um programa de formação para os primeiros cinco anos, dar possibilidades de formação dentro e fora do país, além de possibilidades de remuneração associada ao desempenho".
“Não tenho uma solução mágica. Tem de ser encontrada com os médicos e ouvindo os mais jovens”, sublinha, acrescentando que nas especialidades hospitalares não tem havido dificuldades e que há até uma situação de “vários médicos baterem à porta” do SNS para voltar.
Este ano havia uma quota de 250 médicos que foi imediatamente preenchida, o programa de médicos depois dos 70 anos foi imediatamente esgotado, “e neste momento tenho 50 médicos especialistas em varias áreas, da área hospitalar, que gostariam de voltar ao SNS”, conclui.
Fonte: Lusa


