"O ritmo de vacinação está neste momento mais acelerado do que no ano passado", destaca Filipe Froes, pneumologista. O especialista refere a "adesão massiva" à vacinação por parte das pessoas com 85 ou mais anos de idade, que está pela primeira vez a receber de forma gratuita a vacina de dose elevada, nos centros de saúde. "A vacinação contra a gripe e mesmo contra a COVID-19 confirmaram mais uma vez o excelente registo de segurança", acrescenta.
Esta iniciativa da Sociedade Portuguesa de Pneumologia e da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), indica que Portugal está próximo de atingir a meta de 75 % de vacinação nas pessoas com 65 anos ou mais proposta pela Organização Mundial de Saúde (OMS), tendo atingido os 72,8 % até agora. Destes, 81,8 % é do Algarve, 80,1 % da região Norte, 76 % da Região Autónoma da Madeira, 80,1 % da área metropolitana de Lisboa, 67 % da zona Centro, 62,7 % do Alentejo e 62,5 % da Região Autónoma dos Açores.
A sub-análise realizada indica que terão já tomado a vacina da gripe 73,4 % das pessoas com diabetes, 72,1 % da população com doença cardiovascular e 72,2 % das pessoas com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC).
A terceira vaga do vacinómetro indica que se vacinaram quase metade (45 %) dos profissionais de saúde em contacto direto com doentes, enquanto nas grávidas a cobertura vacinal sobe até aos 64 %. Destas, 70 % fizeram-no por recomendação do médico.
Entre os que não se vacinaram, 52 % dos que têm 85 ou mais anos de idade ainda tencionam vacinar-se, o mesmo acontecendo com 25,5 % das pessoas não vacinadas com 65 ou mais anos de idade e com 24,2 % dos doentes crónicos.
No caso dos profissionais de saúde, 22,7 % dos profissionais não vacinados manifestaram intenção de vacinar-se nesta época gripal e, no grupo entre os 60 e os 64 anos, 13 % das pessoas inquiridas não vacinadas ainda o pretendem fazer nesta época gripal. O principal motivo para não se vacinarem foi o facto de não ser hábito (51,2 %).
Relativamente à coadministração das vacinas contra a gripe e contra a COVID-19, e tendo por referência os dados da vaga anterior, a taxa de coadministração junto dos grupos com recomendação subiu ligeiramente (de 76,6 % para 77,3 %).
Os dados da segunda vaga do vacinómetro foram recolhidos entre 23 e 28 de outubro.
Fonte: Lusa


