“Este protejo pode vir a potenciar um avanço na medicina personalizada no que diz respeito ao mieloma múltiplo, e permitir adaptações às características únicas de cada doente o que poderá vir a ajudar os médicos a selecionarem opções personalizadas para os seus doentes", explica a investigadora principal do projeto vencedor composto também pelas investigadoras Emília Carneiro, Ana Queirós, Ana Filipa Barahona, Joana Caetano e Bruna Velosa Ferreira.
De acordo com Manuel Abecasis, presidente da Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL), “este trabalho pode mesmo influenciar o futuro da investigação nesta área, com grande benefício para as vítimas desta doença, tendo em conta a personalização da medicina em prol de cada doente, enquanto ser biologicamente único".
A bolsa da APCL e da Sociedade Portuguesa de Hematologia (SPH), com o apoio da Amgen Biofarmacêutica, é uma “aposta na investigação nacional", sendo "fundamental, tendo em conta a raridade desta doença que permanece incurável, pelo que toda a investigação que possa ser feita contribui para uma deteção atempada e um tratamento mais eficaz, levando expectavelmente a uma maior longevidade e melhoria da qualidade de vida dos doentes", acrescenta Maria Gomes da Silva, presidente da SPH.
Recorde-se que o mieloma múltiplo consiste na segunda neoplasia hematológica mais frequente em Portugal com 994 novos casos anuais e 689 mortes em 2022.


