Medicina Interna e Medicina Geral e Familiar ficaram com 217 vagas por preencher

04/12/24
Medicina Interna e Medicina Geral e Familiar ficaram com 217 vagas por preencher

O concurso para a área de especialização do Internato Médico de 2024 terminou na segunda-feira, 2 de dezembro, com mais de 200 vagas por preencher. Os lugares na maioria das outras especialidades esgotaram. 

Para a área de especialização do Internato Médico, foram ocupadas 1 851 vagas, correspondendo a 78,8 % dos 2 349 candidatos que reuniam condições de ingresso. Em 2023, foi colocado um número ligeiramente inferior de médicos, 1 836 no total, indica a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS). 

A ACSS, em comunicado, considera ser “motivo de preocupação a diminuição das escolhas na especialidade de Medicina Interna, que viu ocupadas apenas 136 das 185 vagas a concurso, e de Medicina Geral e Familiar, que viu ocupadas apenas 457 das 625 vagas”. No total, entre as duas especialidades, ficaram por preencher 217 vagas. O processo de escolha teve por base o mapa de vagas para acesso à formação especializada do Internato Médico, que totalizaram 2 158.

“Às 2 158 vagas colocadas a concurso, acrescem nove vagas cativas ao abrigo dos protocolos celebrados entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Defesa e entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Administração Interna, num total geral de 2 167 vagas”, sublinha a Associação. Com as vagas cativas, foram colocados 1 860 médicos para a formação especializada, tendo ficado por ocupar 307 vagas.

Segundo a ACSS, em 36 das 48 especialidades foram ocupadas todas as vagas a concurso, tais como Pediatria (103), Anestesiologia (91), Cirurgia Geral (82), Psiquiatria (79), Ginecologia-Obstetrícia (59), Ortopedia (59) e Cardiologia (37).

A Administração Central do Sistema de Saúde afirma que os dados refletem “a prioridade do Ministério da Saúde e das instituições parceiras na formação de médicos especialistas com vista ao reforço dos recursos humanos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a par da preocupação com a recuperação para o processo de formação pós-graduada de jovens médicos que concluíram a licenciatura em anos anteriores e que não haviam iniciado a sua formação especializada”.

Fonte: Lusa

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