“É uma estrutura muito complicada, não só em recursos humanos como em maquinaria, mas a Liga não tem qualquer problema em adaptar-se às novas situações. Portanto, vamos fazer isso com toda a calma, muito bem programado, e a partir de janeiro ou fevereiro vamos começar a chamar as mulheres da melhor maneira, com uma calendarização adequada e correspondente aos anseios da população portuguesa”, diz Vítor Veloso, presidente da LPCC.
Questionado se é necessário reforçar os meios, o oncologista afirma que sim, porque serão mais cerca de 400 mulheres incluídas no programa de rastreio, mas sublinha que a instituição sabe o que é preciso fazer, além de ter “uma reserva económica” que permite arcar com esta responsabilidade.
O presidente destaca ainda as “mais-valias nítidas” desta medida, defendida pela Liga, uma vez que entre os 45 e 50 anos "aparecem cada vez mais cancros”, e nas idades mais avançadas há um maior risco de ter a doença.
Em Portugal, em 2020, foram diagnosticados 7 425 novos casos de cancro da mama em mulheres, dos quais 6 346 (78 %) tinham 45 ou mais anos, 4 821 (65 %) entre os 45 e os 74 anos e 1 525 (20 %) 75 ou mais anos. Em 2021, registaram-se 1 798 óbitos, dos quais 828 (46 %) mulheres tinham entre os 45 e os 74 anos e 1 671 (93 %) mais de 45 anos.
Fonte: Lusa


