“Era bom que cada vez que muda o Governo não mudassem coisas fundamentais na saúde”, afirmou o Presidente, referindo-se às alterações de orientação política que acompanham as transições governativas. Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que essas mudanças representam custos elevados, tanto em termos de tempo como de recursos financeiros.
“O SNS demora tempo a ser ajustado, e cada mudança custa dinheiro. Se não houver um mínimo de estabilidade, o sistema sofre atrasos e desperdícios, prejudicando quem mais depende dele”, defendeu.
O chefe de Estado também abordou a necessidade de um consenso político para garantir a durabilidade das reformas no setor da saúde. "Devia haver acordo entre as forças políticas para que as soluções encontradas sejam sustentáveis e não alteradas a cada ciclo eleitoral", acrescentou.
Marcelo referiu-se ainda à reforma do Serviço Nacional de Saúde, que considerou demorada no arranque. “Essa reforma devia ser experimentada, mas foi entendido que não. Pode ser que a solução que vem aí seja melhor”, indicou, numa mensagem de expectativa em relação às mudanças futuras.
Outro tema destacado foi o estatuto do cuidador informal, que o Presidente considerou uma área onde tem havido progressos, embora lentos. “Como a sociedade envelhece, há cada vez mais necessidade de cuidadores informais. Já não são apenas os parentes, mas também vizinhos ou até profissionais reformados que assumem este papel”, explicou. Marcelo apelou a uma melhoria contínua da legislação, para que acompanhe a crescente necessidade da população. “Não pode melhorar só de quatro em quatro anos, de cinco em cinco anos. É muita gente que depende disto.”
Com este apelo à estabilidade e a um planeamento mais sustentável, Marcelo Rebelo de Sousa voltou a destacar o papel crucial da saúde pública no bem-estar dos portugueses, reforçando a necessidade de políticas consistentes e duradouras no setor.
Fonte: Lusa


