FNAM alerta que mortalidade materno infantil pode aumentar com novo modelo das urgências

17/12/24
FNAM alerta que mortalidade materno infantil pode aumentar com novo modelo das urgências

Joana Bordalo e Sá, presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), critica o novo modelo de funcionamento das urgências de Ginecologia e Obstetrícia, alertando que pode provocar um aumento da mortalidade materno infantil e “afugentar mais especialistas” destes serviços. Segundo a mesma, a medida “coloca mais uma vez as grávidas e os seus bebés em risco”.

A presidente da FNAM relembra o número de casos de grávidas que tiveram partos em ambulâncias, acrescentando que “até se cai no ridículo de que se estiverem à porta de um serviço de urgência têm que telefonar [para o SNS 24]”, apontando, inclusive, que há uma redução das equipas de urgência, o que considera “gravíssimo”.

Depois destes alertas, apela a todos os médicos que estejam num serviço de urgência com uma equipa que entendam que “é incompleta e insuficiente para fazer um ato médico em segurança” para colocarem escusas de responsabilidade, para se salvaguardarem a si próprios, mas também os utentes porque “um médico não pode ser responsabilizado se alguma coisa correr mal por ter uma equipa que é deficiente”.

Considerando ser "absolutamente inaceitável” esta portaria, Joana Bordalo e Sá alerta que pode vir a assistir-se a “um aumento da mortalidade materno infantil” com estas alterações.

“Era um índice que Portugal tinha como excelente em anos passados, mas com esta redução de profissionais de saúde, neste caso de médicos nestas equipas, podemos vir a sofrer um grande retrocesso", declara.

Fonte: Lusa

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