“Cada sessão decorre durante o internamento, como parte do plano de tratamento, com o objetivo de melhorar os hábitos alimentares, fomentar a autonomia e normalizar a relação dos jovens com a comida”, refere a ULS. Os participantes são acompanhados por uma equipa multidisciplinar e o projeto inclui a escolha da receita/ementa, cozinhar, comer e refletir sobre a experiência.
O Coolinária pretende ainda preparar os jovens para o regresso ao ambiente familiar, incluindo refeições supervisionadas em conjunto com os familiares, para “contribuir para a promoção da saúde física e mental, mostrando que a cozinha pode ser um espaço de crescimento, autonomia e bem-estar”.
A limpeza e a arrumação do espaço fica também a cargo do adolescente, num trabalho de equipa com o acompanhante no dia em que cozinha. No final, são convidados a refletir sobre a experiência e sobre as dificuldades sentidas durante o processo.
Estas tarefas vêm ao encontro das perturbações de comportamento alimentar, nas quais "é comum verificar-se a fobia dos alimentos e/ou das refeições, bem como a privação de eventos sociais que envolvam a ingestão alimentar. Também são frequentes comportamentos obsessivos na cozinha, como a quantificação de calorias e a rigidez na preparação das refeições”, indica a unidade.
O projeto Coolinária aponta a normalização do comportamento alimentar como “um dos principais objetivos do tratamento e a possibilidade de cozinhar durante o internamento apresenta um potencial terapêutico significativo”.
Fonte: Lusa


