Escrita pela Associação Portuguesa de Farmacêuticos Residentes (APFR), o documento lembra o decreto-lei que define a formação farmacêutica pós-graduada continua por regulamentar, sublinhando que nenhuma medida efetiva foi tomada para solucionar os problemas apontados. A APFR, que representa 90 % dos farmacêuticos residentes, aponta também a falta de atratividade da especialização e dá como exemplo as vagas por preencher na primeira fase do concurso para colocações em 2025.
“É um sinal claro de que o programa não está a atrair os profissionais de que o SNS necessita”, refere a associação, que a falta de condições adequadas e a desvalorização da especialização estão a levar muitos farmacêuticos residentes a abandonar o programa formativo.
“É incompreensível que um farmacêutico que decide investir quatro anos da sua vida numa especialização, com o objetivo de prestar cuidados de saúde de maior qualidade à população, seja remunerado de forma inferior a um colega que opta por exercer a profissão de forma generalista”, recorda a APFR.
Na carta aberta, a APFR refere que o SNS corre o risco de perder um capital humano "altamente qualificado" e, para que isso não aconteça, pede o aumento urgente da remuneração da residência, considerando que “os valores atuais são insuficientes para garantir uma vida digna aos residentes”, especialmente aos deslocados.
Fonte: Lusa


