A OF apresentou o resultado de um benchmarking internacional sobre a intervenção farmacêutica em condições clínicas ligeiras nas farmácias comunitárias, que está atualmente disponível em países como o Reino Unido, Irlanda, França, Suíça, Austrália, Nova Zelândia ou nos Estados Unidos da América.
Helder Mota Filipe sugeriu a definição das situações clínicas ligeiras passíveis de intervenção farmacêutica e a implementação de um programa-piloto, com protocolos de atuação articulados com a Ordem dos Médicos.
Tendo em conta patologias que já são alvo de acompanhamento nas farmácias comunitárias e que motivam maior afluência aos cuidados de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS), a OF propõe como áreas prioritárias para a elaboração de protocolos de acompanhamento farmacêutico as infeções do trato urinário não complicadas e as infeções agudas da orofaringe.
Para este efeito, realça também a importância do desenvolvimento de ações que garantam que os farmacêuticos têm acesso à informação necessária para o seguimento do utente, que esteja estabelecida a comunicação médico-farmacêutico, bem como a implementação de um sistema de referenciação que permita o adequado encaminhamento entre diferentes níveis de cuidados.
O bastonário sugeriu também ao Ministério da Saúde a definição de equivalentes terapêuticos para substituição de medicamentos em situação de rutura ou escassez no mercado nacional, à semelhança do que vem acontecendo em vários outros países europeus.
A revisão do Regulamento Geral da Farmácia Hospitalar, de 1962, também fez parte da lista de trabalhos desta reunião, para que fosse adaptado aos desafios atuais dos serviços farmacêuticos hospitalares. A OF iniciou uma discussão interna sobre a revisão do diploma, tendo assumido o compromisso de remeter uma proposta à Tutela nos primeiros meses de 2025.
O bastonário e a secretária de Estado da Saúde reveram também a participação dos farmacêuticos em campanhas de Saúde Pública e em rastreios observacionais, nas áreas do VIH/SIDA, hepatites e sífilis, por exemplo, e fizeram um ponto de situação sobre a campanha de vacinação contra a gripe e a COVID-19, tendo a secretária de Estado apelado à sensibilização e esforço dos farmacêuticos para vacinação da população antes dos picos de infeção previstos o inverno. O representante dos farmacêuticos insistiu ainda nos problemas de discriminação dos farmacêuticos nos Serviços de Patologia Clínica das Unidades Locais de Saúde.


