Ana Povo, secretária de Estado da Saúde, diz que estão asseguradas as condições para a sua operacionalização no terreno: “Está tudo montado e pronto”. Além disso, acrescenta que “em 38 Unidades Locais de Saúde (ULS) o rastreio do cancro da mama é assegurado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro que tem carrinhas com o equipamento para fazer as mamografias e, portanto, conforme a passagem das carrinhas, as senhoras ao longo do ano de 2025 serão chamadas para fazer a mamografia”, explica.
O Algarve é a única região do país em que o rastreio do cancro da mama não é assegurado pela LPCC. A entidade responsável pelo rastreio nesta região é a Associação Oncológica do Algarve. Será celebrado um protocolo entre a ULS do Algarve e esta associação, que já está a ser mediado entre estas duas instituições e a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
“Com isto pretendemos obter ganhos significativos em saúde através de uma deteção mais precoce do cancro da mama e assim contribuir para uma diminuição da mortalidade”, salienta.
Sabe-se que, em Portugal, em 2020, foram diagnosticados 7 425 novos casos de cancro da mama em mulheres, dos quais 6 346 (78 %) tinham 45 ou mais anos, 4 821 (65 %) entre os 45 e os 74 anos e 1 525 (20 %) 75 ou mais anos. Em 2021, registaram-se 1 798 óbitos, dos quais 828 (46 %) de mulheres que tinham entre os 45 e os 74 anos e 1 671 (93 %) mais de 45 anos.
Com este alargamento do rastreio, prevê-se que 1 050 000 de mulheres sejam chamadas anualmente para fazer a mamografia.
Fonte: Lusa


