“Não há soluções fáceis e julgo que os profissionais de saúde em geral vivem com uma certa ambivalência e uma expectativa de que as coisas acabem por transitar para um modelo mais estável, porque na prática, também subjacente a este contexto, há clara noção de que, por exemplo, a cobertura dos Cuidados de Saúde Primários não é homogénea no país, havendo mesmo zonas sem a cobertura devida", precisa.
Sobre a reforma do SNS, nomeadamente a expansão das Unidades Locais de Saúde a todo o país, o médico comenta que esta transição ainda está a decorrer, mas num contexto em que há dificuldades de fixação de profissionais de saúde. Torcendo pela estabilização deste processo, Bernardo Gomes sublinha que também deve haver “uma clara aposta” na prevenção da doença e promoção da Saúde, incentivando o envolvimento da população.
“Temos todo um conjunto de respostas sociais e de saúde que dependem da literacia das populações e efetivamente não nos podemos esquecer que cada vez que implementamos modelos inovadores, não podemos deixar de reforçar os modelos clássicos e, sobretudo, de proximidade e de acompanhamento de indivíduos com essas limitações, porque não deixam de ser cidadãos portugueses”, sublinha.
Fonte: Lusa


