Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, vê essa redução como insuficiente, no debate quinzenal na Assembleia da República. Sendo que Luís Montenegro reafirma a preocupação do Governo no acesso às urgências, afirmando que os longos períodos de espera “são intoleráveis do ponto de vista do serviço que o Estado deve salvaguardar”, mas que essa mudança não será feita “de um dia para o outro”.
Quanto ao programa “Ligue Antes, Salve Vidas”, que indica que os doentes são obrigados a contactar a linha SNS24 antes de se dirigirem às urgências, o primeiro-ministro indicou que foram canalizadas 281 mil ocorrências para consultas. Já sobre a linha SNS Grávida, entre 1 de junho e 12 de janeiro do presente ano, foram registadas 80.852 chamadas, que evitaram 15 mil ocorrências de urgência, o que se traduziu numa maior fluidez das urgências.
Paulo Raimundo apontou ainda para a falta de médicos enfermeiros e técnicos, grávidas e crianças expostas a serviços de urgências encerradas, doentes com longos tempos de espera e favorecimentos para grupos económicos. Ao que Montenegro contrapôs dizendo que no Governo “não olhamos aos interesses dos operadores privados. Nós olhamos ao interesse dos cidadãos”.
Fonte: Lusa


