O atraso no início deste projeto, que estava previsto para 2024, foi justificado pela secretária regional da Saúde, Mónica Seidi, com o chumbo do Orçamento Regional de 2024, apenas aprovado em julho, e pela necessidade de aguardar as orientações nacionais sobre rastreios ao cancro do pulmão.
O rastreio será direcionado a fumadores e ex-fumadores com elevada carga tabágica, entre os 50 e os 74 anos, começando pela Terceira e São Miguel, onde já existem condições operacionais. O alargamento às restantes ilhas depende da consolidação do projeto-piloto e da instalação de equipamentos de tomografia computorizada (TAC) em Santa Maria, Graciosa e Flores, prevista para este ano.
João Macedo destaca que a adesão ao rastreio e a resposta dos utentes são determinantes para o sucesso do projeto, que se estenderá por, pelo menos, um ano. O cancro do pulmão é o segundo mais incidente nos Açores, com 130 a 150 novos casos por ano, e apresenta uma mortalidade elevada, agravada por uma taxa de consumo de tabaco de 23 %, superior à média nacional.
Simultaneamente, o Governo regional adquiriu duas novas unidades móveis para rastreio do cancro da mama, num investimento de 700 mil euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Este projeto pretende reforçar a deteção precoce e reduzir a mortalidade associada ao cancro do pulmão, um problema de Saúde Pública prioritário nos Açores.
Fonte: LUSA


