A nefrologista La Salete Martins, responsável pela Unidade de Transplante Renal do Hospital de Santo António, explicou que a parceria surgiu da necessidade de atender doentes em diálise em Cabo Verde que só podiam ser transplantados se fossem expatriados para Portugal ou outro país. “Escolheram-nos como parceiros, o que muito nos honra, e temos feito tudo o que podemos para estar à altura”, afirmou.
O programa já foi aprovado pelos Ministérios da Saúde de ambos os países e está em fase de formalização. A opção por transplantes de dador vivo foi escolhida pela possibilidade de realizar os testes de compatibilidade e agendar a cirurgia, ao contrário dos transplantes de dador falecido, que não oferecem o tempo necessário.
A parceria envolve também a Fundação Camões, a TAP e outros parceiros, além de já ter levado dois nefrologistas cabo-verdianos a realizar um estágio em Portugal. Neste momento, as equipas estão a definir o equipamento necessário para os blocos operatórios em Cabo Verde, com o apoio da Fundação Camões, que financia obras no local.
Hélder Tavares, nefrologista cabo-verdiano, também participa no projeto. Durante a cimeira bilateral entre Portugal e Cabo Verde, prevista para terça-feira em Lisboa, será formalizado o acordo que permite o início dos transplantes renais no arquipélago. A parceria inclui ainda o Centro de Sangue e Transplantação do Porto, que realiza os testes de compatibilidade sanguínea entre dador e recetor.
Fonte: Lusa


