Biobancos: a contribuição da comunidade para a inovação científica

28/01/25
Biobancos: a contribuição da comunidade para a inovação científica

A pesquisa científica avança com o apoio da sociedade, e os biobancos, como o CHAIN Biobank da NOVA Medical School, são exemplos desse impacto. Essas infraestruturas dependem da doação de amostras biológicas pela comunidade, um gesto fundamental para a inovação científica.

Maria Assunção, coordenadora técnica do CHAIN Biobank, explica que "os biobancos processam, organizam, preservam e distribuem amostras biológicas humanas e dados clínicos, funcionando como repositórios centrais para facilitar o acesso dos investigadores a recursos essenciais para estudos biomédicos."

A doação voluntária de amostras como sangue e tecidos, muitas vezes obtidas através de cirurgias, é essencial para avançar em pesquisas que procuram novas terapias. Essas amostras são armazenadas de forma anónima e em conformidade com as normas éticas, com grande impacto na saúde de todos. “Amostras e dados de saúde que podem ser guardados de forma anónima e cumprindo a legislação e os princípios éticos em vigor e que se podem traduzir em respostas sobre qual a melhor terapêutica para cada doente e novas soluções para várias doenças”, afirma a especialista.

O CHAIN Biobank tem contribuído significativamente para a pesquisa de doenças raras da retina, com a colheita de amostras como sangue, plasma e soro, além de tecidos oculares provenientes de cirurgias. A educação científica e a sensibilização sobre a importância da doação, também são parte importante do trabalho do biobanco, que visa garantir a máxima qualidade nos procedimentos técnicos e éticos.

Com mais de 41 000 amostras de 11 000 participantes, o CHAIN Biobank está a acelerar pesquisas em áreas como doenças crónicas e infecciosas. Contudo, desafios como a sustentabilidade financeira exigem o apoio contínuo da comunidade. A participação de todos, por meio da doação de amostras, é crucial para impulsionar a ciência e, consequentemente melhorar o futuro da medicina.

Foto: João Balsa

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