Com base na última vaga de vacinação realizada pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia e pela Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Portugal não conseguiu atingir a meta de 75 % proposta pela OMS.
Os dados indicam que a cobertura de vacinas atingiu 85,1 % no grupo etário das pessoas com 85 ou mais anos, que já havia sido vacinado na totalidade no ano anterior. Além disso, 52,6 % das pessoas desconhecem que uma vacina de dose elevada está disponível gratuitamente.
Apesar disso, os resultados também indicam que 73,7 % das pessoas com diabetes, 74,5 % da população com doença cardiovascular e 89,5 % dos doentes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) receberam a vacina contra a gripe.
Quase metade (48,7%) dos profissionais de saúde em contacto direto com doentes também se vacinou, representando um aumento significativo face à época anterior.
Relativamente à população com 65 anos ou mais, a taxa de vacinação variou consoante a região: 85,2 % na Região Norte, 80,6 % no Algarve, 78,6 % na Região Autónoma da Madeira, 71,6 % na Região Centro, 68 % na área de Lisboa, 59,4 % no Alentejo e 36 % nos Açores.
Em comunicado, Nuno Jacinto, presidente da APMGF, sublinhou que " é preciso que as pessoas saibam que a época gripal não acaba em dezembro e que podem e devem vacinar-se ainda nesta altura do ano, especialmente os grupos de risco".
No que diz respeito à coadministração das vacinas contra a gripe e contra a COVID-19, os dados indicam que 68,2 % das pessoas vacinadas optaram por esta solução, um valor inferior ao registado na época anterior (81,4 %).
Este vacinómetro, que conta com o apoio da Sanofi, é desenvolvido há 16 anos pela Sociedade Portuguesa de Pediatria (SPP) e pela APMGF, permitindo monitorizar em tempo real a taxa de cobertura da vacinação contra a gripe em grupos prioritários recomendados pela Direção-Geral da Saúde (DGS).


