“A maior maturidade das mulheres estudantes, a forma mais consciente como encaram os problemas e as expectativas sociais mais elevadas que têm em comparação com os homens, traduz-se em geral em mais sintomas emocionais negativos”. Segundo Ilda Massano Cardoso, investigadora e docente do ISMT, “as preocupações financeiras, de integração social e de desempenho académico afetam mais as universitárias do que os estudantes masculinos”.
Entre os estudantes inquiridos, 45,4 % relataram dificuldades em encontrar alojamento e 51,5 % afirmaram que, embora encontrar alojamento tenha sido possível, não foi na zona desejada.
“Os resultados deste estudo são um claro sinal de alerta para a importância de desenvolver políticas e estratégias integradas de prevenção e promoção da saúde mental, que incluam acesso a serviços de saúde, atividades extracurriculares, redes de apoio social e estratégias de ‘coping’ adaptativas”, afirma a docente do ISMT. “Estas medidas são fundamentais para ajudar os jovens a lidar com os desafios emocionais da vida académica e reduzir a sua vulnerabilidade”, acrescenta


