Universitárias deslocadas enfrentam maior ansiedade que colegas do sexo masculino

12/02/25
Universitárias deslocadas enfrentam maior ansiedade que colegas do sexo masculino

Um estudo aponta que as estudantes que frequentam universidades fora da sua área de residência apresentam níveis significativamente mais elevados de ansiedade e stress do que os colegas do sexo masculino nas mesmas circunstâncias. Esta é a principal conclusão de um estudo produzido pelo Instituto Superior Miguel Torga (ISMT), em Coimbra, que analisou as dificuldades emocionais enfrentadas por estudantes que vão estudar para longe das suas casas. 

“A maior maturidade das mulheres estudantes, a forma mais consciente como encaram os problemas e as expectativas sociais mais elevadas que têm em comparação com os homens, traduz-se em geral em mais sintomas emocionais negativos”. Segundo Ilda Massano Cardoso, investigadora e docente do ISMT, “as preocupações financeiras, de integração social e de desempenho académico afetam mais as universitárias do que os estudantes masculinos”.

Entre os estudantes inquiridos, 45,4 % relataram dificuldades em encontrar alojamento e 51,5 % afirmaram que, embora encontrar alojamento tenha sido possível, não foi na zona desejada. 

“Os resultados deste estudo são um claro sinal de alerta para a importância de desenvolver políticas e estratégias integradas de prevenção e promoção da saúde mental, que incluam acesso a serviços de saúde, atividades extracurriculares, redes de apoio social e estratégias de ‘coping’ adaptativas”, afirma a docente do ISMT. “Estas medidas são fundamentais para ajudar os jovens a lidar com os desafios emocionais da vida académica e reduzir a sua vulnerabilidade”, acrescenta

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