Pedro Correia Azevedo nomeado presidente do Conselho de administração da ULSAS

14/02/25
Pedro Correia Azevedo nomeado presidente do Conselho de administração da ULSAS

Segundo uma resolução do Conselho de Ministros aprovada ontem, 13 de fevereiro, Pedro Correia Azevedo será o próximo presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal (ULSAS).

Em comunicado, o Conselho de Ministros avança que após o parecer favorável da Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CReSAP), foi aprovada uma resolução que elege o Conselho de Administração da ULSAS.

Além de ser presidido por Pedro Correia Azevedo, o novo Conselho de Administração da ULSAS terá Ana Luísa Da Silva Broa como diretora Clínica da área dos Cuidados de Saúde Hospitalares.

Como diretora Clínica para a área dos Cuidados de Saúde Primários está Sénia Marisa Sousa Guerreiro, como vogal executivo está Miguel Ângelo Madeira Rodrigues e Susana Almeida Graúdo está como enfermeira diretora.

Pedro Correia Azevedo está a substituir Teresa Luciano, que, em setembro de 2024, denunciou que o Conselho de Administração da ULSAS recebeu um telefonema da direção executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS), liderada por António Gandra D’Almeida no momento, a dizer que “a ministra tinha apreço pelo trabalho que desenvolviam, mas se podiam fazer cartas de rescisão”.

Quando denunciou o sucedido, a responsável afirmou ainda que a demissão não tinha qualquer fundamento e que iria continuar a exercer as suas funções até ao fim do mandato.

Depois desta denuncia, António Gandra D’Almeida, numa audição parlamentar, assegurou aos deputados que o Conselho de Administração da ULSAS nunca tinha sido demitido e que, “tal como estava previsto”, cumpriria as suas funções até dia 31 de dezembro.

“O atual conselho de administração da ULS continua, e a quem muito agradecemos a sua dedicação e empenho. Termina o mandato em 31 de dezembro tal como estava previsto. Nunca foi demitido”, afirmou o então diretor executivo do SNS, numa audição requisitada pelos grupos parlamentares do Chega e do PS.

Em comunicado logo após a audição, o Conselho de Administração da ULSAS afirmou que as declarações de António Gandra D’Almeida “não correspondem à verdade”. Ainda no comunicado, o Conselho de Administração da ULSAS lamentou “profundamente as afirmações proferidas” e esclareceu que a emissão surgiu “em defesa da sua honra, dos profissionais desta instituição e dos utentes”.

“Não é, portanto, verdade que o senhor diretor executivo do SNS não tenha comunicado verbalmente a demissão deste Conselho de Administração, que tenha dado alguma explicação para este facto, que não tenha solicitado o envio de cartas de rescisão, que tenha reunido com esta administração, ou tenha manifestado qualquer intenção de ‘imprimir uma nova dinâmica de funcionamento’”, referiu o Conselho de Administração da ULSAS no comunicado.

Fonte: Lusa

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