De acordo com o presidente da câmara, Carlos Moedas (PSD), a obra foi iniciada formalmente em 2024, "mas depois esteve suspensa vários meses, devido a questões relacionadas com achados arqueológicos". Essa circunstância justifica o facto de a cerimónia da primeira pedra só ter ocorrido agora, um ano após o início das obras. A construção da Unidade de Saúde da Ribeira Nova decorre no local do atual centro de saúde, na confluência da Rua da Ribeira Nova com a Praça da Ribeira Nova e a Rua do Instituto Dona Amélia. A obra foi adjudicada à empresa NVE Engenharias pela Lisboa Ocidental SRU - Sociedade de Reabilitação Urbana, estando prevista a sua execução em 700 dias (cerca de dois anos).
O novo equipamento contará com 10 gabinetes de consulta, quatro gabinetes de enfermagem, duas salas de tratamentos, além de áreas de atendimento ao público e espaços de apoio. A autarquia destaca que a infraestrutura cumprirá os mais recentes padrões de segurança, acessibilidade e conforto térmico e acústico. A cerimónia de colocação da primeira pedra contou com a presença do presidente da câmara, Carlos Moedas, que sublinha o compromisso do município na criação de um estado social local robusto, capaz de complementar o Estado central.
“Um estado social local robusto, capaz de complementar o estado nacional, um estado social local que chega onde o estado central não consegue chegar”, afirma Carlos Moedas, citado em comunicado. No atual mandato (2021-2025), a autarquia concluiu a construção de sete novas unidades de saúde, localizadas na Ajuda, Alcântara, Beato, Benfica - Fonte Nova, Marvila, Restelo e Sapadores-Graça. Atualmente, encontram-se em obra mais três unidades, nomeadamente as da Ribeira Nova, Campo de Ourique e Parque das Nações.
“Esta Unidade de Saúde da Ribeira Nova, que está a nascer aqui no coração do Cais do Sodré, é mais uma garantia de que Lisboa cuida. É mais uma garantia de que o estado social que estamos a construir é efetivamente um estado social de proximidade”, destaca o autarca. Em 2022, a vereação do PS acusou Carlos Moedas de ter anulado concursos públicos para a construção das unidades de saúde da Ribeira Nova e de Campo de Ourique, num investimento de 6,7 milhões de euros, que garantiria resposta a 30 000 utentes.
Na altura, o gabinete do presidente da câmara esclarece que o concurso da Ribeira Nova foi anulado porque o projeto do anterior executivo não cumpria o Plano Diretor Municipal, enquanto o de Campo de Ourique não avançou porque o município ainda não detinha a posse do terreno, uma vez que as negociações com o proprietário não foram concluídas.
Fonte: Lusa


