A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) critica a recolha de dados biométricos, questionando o investimento em sistemas como este enquanto faltam recursos essenciais à prática clínica.
“É incompreensível que verbas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) sejam alocadas a este tipo de serviços, quando faltam meios básicos instrumentais à prática clínica”, sublinha a FNAM.
Em resposta, a administração da ULS de Coimbra expressa “alguma admiração” pela contestação, sublinhando que o método já é utilizado em diversas instituições públicas, incluindo a Comissão Nacional de Proteção de Dados.
No Serviço Nacional de Saúde (SNS), o reconhecimento facial já está implementado em várias unidades, como a ULS do Alto Ave, Castelo Branco, Viseu Dão Lafões, Baixo Mondego, Oeste e no Hospital do Divino Espírito Santo (Açores), estando agora a ser introduzido na ULS de Matosinhos.
A ULS de Coimbra assegura que o sistema cumpre integralmente os princípios de proteção de dados pessoais e privacidade, garantindo um tratamento seguro da informação biométrica.
Defende ainda que esta tecnologia permite uma identificação mais rápida e estável, evitando problemas comuns à leitura de impressões digitais, como desgaste da pele ou humidade.
Para esclarecer dúvidas sobre a implementação do sistema, a ULS de Coimbra organiza um webinar no dia 11 de abril.
A ULS de Coimbra integra o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (Hospitais da Universidade de Coimbra, Hospital Geral, Hospital Pediátrico, Maternidades Bissaya Barreto e Daniel de Matos, Hospital Sobral Cid), o Hospital Arcebispo João Crisóstomo (Cantanhede), o Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais e vários centros de saúde na região.
“A solução informática adotada observa integralmente os princípios de proteção de dados pessoais e privacidade, nomeadamente os princípios da minimização, adequação e proporcionalidade, assegurando que o tratamento da informação biométrica é realizado estritamente para as finalidades previstas e de forma tecnicamente segura”, é reforçado ainda.
Fonte: Lusa


