Carlos Cortes recandidata-se a um segundo mandato como bastonário da Ordem dos Médicos

03/04/25
Carlos Cortes recandidata-se a um segundo mandato como bastonário da Ordem dos Médicos

O bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Carlos Cortes, anuncia a sua recandidatura para um segundo mandato nas eleições que estão agendadas para maio.

“Vou-me recandidatar”, confirma Carlos Cortes, explicando que esta decisão surge da necessidade de dar continuidade a um conjunto de projetos que “estão em curso e que ainda não foram concretizados” durante o seu primeiro mandato.

Um exemplo disso é o projeto “Rumo para a Saúde”, com a duração de um ano, que visa refletir com toda a classe médica e os agentes prestadores de cuidados de saúde, com o objetivo de apresentar soluções para o setor da saúde em Portugal. Além disso, destaca a necessidade de proceder a uma modernização interna da OM.

O bastonário acrescenta ainda que continuam em andamento trabalhos relacionados com o ato médico, propostas para a carreira médica e a revisão do enquadramento da formação médica.

Como prioridade para um eventual segundo mandato, Carlos Cortes aponta a “defesa e proteção do ato médico, para proteger a medicina e os doentes”, sublinhando também a sua intenção de tornar a OM um “parceiro absolutamente incontornável” na formulação de soluções para a saúde em Portugal.

“A OM não é uma organização de contrapoder, é uma organização que defende a qualidade dos cuidados de saúde. Sentimos a obrigação moral de apresentar soluções concretas para poder desenvolver a saúde em Portugal”, afirma Carlos Cortes.

As eleições na Ordem, originalmente previstas para janeiro de 2026, foram antecipadas para maio, devido ao novo Estatuto da OM, que obriga à realização do processo eleitoral no prazo de um ano após a publicação dessa revisão estatutária.

Carlos Cortes, patologista clínico, tomou posse em março de 2023, após ser eleito com 61,94% dos votos na segunda volta das eleições, disputadas com o médico Rui Nunes.

O prazo para apresentação das candidaturas termina na quinta-feira, com a votação marcada para o período entre 29 de maio e 3 de junho.

Caso seja necessária uma segunda volta, a eleição do bastonário ocorrerá entre 20 e 25 de junho, com a posse a ter lugar até 30 dias após o ato eleitoral.

Para ser elegível para o cargo de bastonário, um candidato deve ter, pelo menos, cinco anos de inscrição na Ordem dos Médicos e a candidatura deve ser proposta por um mínimo de 500 médicos no gozo dos seus direitos estatutários, representativos de todas as regiões.

Além do bastonário, nas eleições também vão ser eleitos vários órgãos da OM, como a assembleia de representantes, o conselho de supervisão, o conselho disciplinar nacional, as mesas das assembleias regionais, os conselhos regionais, os conselhos disciplinares regionais, os conselhos fiscais, as mesas das assembleias sub-regionais, os conselhos sub-regionais e os conselhos médicos das Regiões Autónomas dos Açores e Madeira.

Cada lista deve ser proposta por um mínimo de 150 médicos ou, alternativamente, 10% dos médicos inscritos no círculo eleitoral correspondente. As listas de candidatos devem garantir que a proporção de pessoas de cada sexo não seja inferior a 40%.

Não são elegíveis para os órgãos da Ordem dos Médicos aqueles que integrem os órgãos sociais das associações sindicais ou patronais do setor da saúde.

Fonte: Lusa

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