Segundo a FNAM, há uma década que as avaliações dos médicos não são realizadas dentro dos prazos legais, sendo-lhes recusada a atribuição automática de um ponto por cada ano não avaliado e a aplicação do Acelerador de Carreiras. “Esta violação da Lei e dos Acordos Coletivos de Trabalho, a desmotivação empurra-os para fora do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, afirma a federação.
A situação é considerada “particularmente gritante” para médicos com pelo menos duas décadas de serviço no SNS, muitos dos quais em final de carreira, “a quem deveria estar a ser aplicado o acelerador de carreiras desde o dia 1 de janeiro de 2024”.
A FNAM acusa ainda os Conselhos de Administração e diretores de Recursos Humanos de algumas instituições de optarem por não cumprir a legislação, deixando para trás os médicos do IPO do Porto e de outras unidades de saúde, com exceção de casos como a ULS São João e Tâmega Sousa e a ULS Gaia/Espinho.
Face a este cenário, a federação incentiva os médicos a exigirem a regularização da sua situação, submetendo pedidos formais para a comunicação dos pontos correspondentes às avaliações pendentes e a aplicação do acelerador de carreiras.
Fonte: Lusa


