Número de utentes sem médico de família aumenta em março

07/04/25
Número de utentes sem médico de família aumenta em março

Segundo o portal da transparência do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o número de pessoas sem médico de família subiu para 1 593 802 no final de março, mais cerca de 28 500 do que no mês anterior. Depois da redução verificada entre agosto e dezembro de 2024, o número de utentes sem médico de família aumentou em perto de 30 mil nos primeiros três meses deste ano.

De acordo com os mesmos dados, o número de inscritos nos Cuidados de Saúde Primários passou para os 10 541 177 no final de março, mais 12 326 do que em fevereiro. No final do mês passado, 8 933 346 pessoas tinham médico de família atribuído, menos 17 878 do que as 8 951 224 do mês anterior.

Sabe-se ainda que, de abril de 2024 a janeiro deste ano, verificaram-se mais 160 042 novos utentes inscritos nos Cuidados de Saúde Primários e que foi atribuído médico de família a mais 161 121 pessoas. O ministério adianta que, em janeiro deste ano, aposentaram-se 13 especialistas de Medicina Geral e Familiar, que corresponderam no mínimo a 20 150 utentes que perderam médico de família.

Mais de 700 médicos aposentados estavam a trabalhar no SNS no final de 2024, mais de metade dos quais em centros de saúde. Em causa está um regime excecional que entrou em vigor em 2010 por um período de três anos, que permitia a contratação de aposentados pelos serviços e estabelecimentos do SNS para dar resposta à falta de médicos em Portugal, mas que tem sido prorrogado desde então.

Para 2024, o anterior Governo fixou em 900 o número de médicos aposentados a contratar para o SNS, ao abrigo desse regime excecional, um contingente que é definido anualmente através de despacho. Já para este ano, o despacho aumentou o contingente, definindo que podem ser contratados até 1 070 médicos aposentados.

Fonte: LUSA

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