A publicação “Estatísticas da Saúde” destaca, também, que é na região da Grande Lisboa que se encontra a maior proporção de pessoas com 16 ou mais anos com uma perceção positiva do seu estado de saúde (60 %), seguida dos Açores (58,3 %) e do Algarve (57,9 %).
Analisando a população com morbilidade crónica, os dados apontam que, em 2024, 42,3 % da população com 16 ou mais anos referiu ter doença crónica ou problema de saúde prolongado, menos 2,2 p.p. do que no ano anterior (44,5 %). Esta condição era mais frequente nas mulheres (45,9 %) do que nos homens (38,2 %) e afetava muito mais a população idosa: 68,1 % por comparação com 32,2 % da população com menos de 65 anos, refere o INE, assinalando um decréscimo neste indicador em ambos os sexos e grupos etários.
Outros dados indicam que, no ano passado, 28,7 % da população sentia-se limitada na realização de atividades consideradas habituais para a generalidade das pessoas devido a problemas de saúde. Desta, 5,5 % referiu ter limitação severa.
O indicador “anos de vida saudável”, que conjuga a informação da esperança de vida da população e a incidência das limitações na realização de atividades habituais devido a problemas de saúde, aponta que, em 2022, a expectativa de vida saudável aos 65 anos era de 8,6 anos para os homens e de 7,3 anos para as mulheres. Em ambos os casos, os valores são inferiores às médias na União Europeia (UE-27), de 8,9 para os homens e 9,2 anos para as mulheres.
Fonte: LUSA


