Mais de metade da população portuguesa considera ter boa saúde, o valor mais alto em 20 anos

07/04/25
Mais de metade da população portuguesa considera ter boa saúde, o valor mais alto em 20 anos

Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que mais de metade (53,6 %) da população portuguesa avaliou, em 2024, o seu estado de saúde com “muito bom ou bom”, o valor mais elevado dos últimos 20 anos. Também a percentagem de pessoas que avaliava negativamente a sua saúde (12 % em 2024) foi a mais baixa desde o início da série, representando uma redução de 1,5 pontos percentuais (p.p.) relativamente a 2023.

A publicação “Estatísticas da Saúde” destaca, também, que é na região da Grande Lisboa que se encontra a maior proporção de pessoas com 16 ou mais anos com uma perceção positiva do seu estado de saúde (60 %), seguida dos Açores (58,3 %) e do Algarve (57,9 %).

Analisando a população com morbilidade crónica, os dados apontam que, em 2024, 42,3 % da população com 16 ou mais anos referiu ter doença crónica ou problema de saúde prolongado, menos 2,2 p.p. do que no ano anterior (44,5 %). Esta condição era mais frequente nas mulheres (45,9 %) do que nos homens (38,2 %) e afetava muito mais a população idosa: 68,1 % por comparação com 32,2 % da população com menos de 65 anos, refere o INE, assinalando um decréscimo neste indicador em ambos os sexos e grupos etários.

Outros dados indicam que, no ano passado, 28,7 % da população sentia-se limitada na realização de atividades consideradas habituais para a generalidade das pessoas devido a problemas de saúde. Desta, 5,5 % referiu ter limitação severa.

O indicador “anos de vida saudável”, que conjuga a informação da esperança de vida da população e a incidência das limitações na realização de atividades habituais devido a problemas de saúde, aponta que, em 2022, a expectativa de vida saudável aos 65 anos era de 8,6 anos para os homens e de 7,3 anos para as mulheres. Em ambos os casos, os valores são inferiores às médias na União Europeia (UE-27), de 8,9 para os homens e 9,2 anos para as mulheres.

Fonte: LUSA

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