Porto recebe ciclo de conferências “Diabetes Século XXI: O Desafio”

31/03/14

imatimup b3400A forte ligação entre a obesidade, a diabetes e o risco de cancro vai estar em destaque na próxima reunião do ciclo de conferências "Diabetes Século XXI: O Desafio". Amanhã, dia 1 de abril, pelas 18h00, o Prof. Manuel Sobrinho Simões falará sobre "Diabetes e Cancro: O valor da prevenção", no Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP).

 

A diabetes e o cancro são doenças cada vez mais associadas. Se a primeira atinge mais de 380 milhões de pessoas em todo o mundo, correspondendo a 8,3% da população mundial, a segunda será a principal causa de morte no século XXI. Determinismo ou coincidência estatística, torna-se urgente apreender a importância do estilo de vida e do comportamento alimentar na prevenção quer da diabetes quer do cancro.

 

Em comunicado, Manuel Sobrinho Simões, diretor do IPATIMUP, refere que esta conferência tem como objetivo "aumentar a literacia das pessoas acerca da forma como funciona o corpo humano por um lado, e a forma como se originam e desenvolvem os cancros por outro. Este conhecimento permite identificar entre algumas outras características metabólicas das células cancerosas a avidez pela glicose como fonte energética. Não é por acaso que a obesidade e a diabetes descompensada são das principais causas de risco de cancro".

 

De acordo com o Relatório Anual do Observatório Nacional da Diabetes referente a 2013, perto de 90% da população com diabetes apresenta excesso de peso ou obesidade. Verifica-se, ainda, que uma pessoa obesa apresenta um risco três vezes superior de desenvolver diabetes do que uma pessoa com peso normal.

 

Em 2013, a diabetes matou 5,1 milhões de pessoas. Estima-se que em 2035 o número de diabéticos, no mundo, atinja os 592 milhões, o que representa um aumento de 55% da população atingida pela doença.

 

Tanto o cancro como a diabetes estão na meta da Organização Mundial de Saúde de reduzir em 25 por cento a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis até 2025.

 

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